Concluidos trabalhos de limpeza em linhas de agua afetadas pelos incendios de 2017

Atualizado em 15-11-2019 Visitas: 8

Os trabalhos de limpeza nos oito quilómetros de  linhas de água concelhias, afetadas pelos incêndios de  2017, foram finalizados com a realização das várias ações programadas, no âmbito da reabilitação e requalificação dos ecossistemas ribeirinhos.  A intervenção desenrolou-se nas três  áreas priorizadas para a intervenção,  a ribeira do Couto, nas freguesias de São Joaninho e União de Freguesias (UF) de <a target="_blank"
href="http://www.municipiosefreguesias.pt/municipio/216/Santa Comba Dao">Santa Comba Dão e Couto do Mosteiro, a ribeira de Vila Nova, na  UF de Treixedo e Nagozela, e a ribeira da freguesia de São João de Areias.  

A Beira Jardins foi a empresa contratada pelo Município para levar avante estes trabalhos especializados, que  contemplaram o corte e remoção  do material vegetal arbóreo e arbustivo ardido, a remoção dos leitos de sedimentos e de outros materiais, a recuperação da secção de vazão de passagens hidráulicas e pontões,  a minimização da erosão e o tratamento dos solos. A intervenção contemplou, ainda,  a reposição/reabilitação da galeria ripícola, ou seja das formações vegetais ribeirinhas arbóreas e arbustivas, através da plantação
e/ou sementeira de espécies autóctones, e da construção de pequenas obras de correção torrencial, para diminuir a erosão e a própria deposição de sedimentos nos leitos.

Desta  intervenção, que incidiu nos 10 metros de margens do domínio hídrico, resultou uma franca melhoria hidráulica das três ribeiras,  com a desobstrução e limpeza das margens e do leito, o que permitiu a passagem e fluidez natural do curso de água. Também a nível ecológico houve evidentes melhorias, com a realização de práticas sustentáveis, que promoveram e potenciaram a biodiversidade dos ecossistemas ribeirinhos.

 

A sustentabilidade foi, aliás, palavra de ordem em toda esta intervenção, com o  reaproveitamento de parte do material vegetal, obstrutivo e invasor, que foi cortado, para  criar estruturas - faxinas, entrançados, e outras - que favoreceram a manutenção dos ecossistemas naturais nas margens dos cursos de água. Com os
materiais cortados foram, de igual modo, alimentadas pilhas de compostagem e criados mini-açudes, que tal como o nome indica correspondem a pequenas estruturas facilitadoras da fluidez natural dos cursos de água, diminuindo a inclinação do fundo do leito e favorecendo a diminuição da erosão.  A fluidez natural foi também potenciada através da reparação de muros de pedra situados nas margens, e da remoção de sedimentos e outros materiais nas linhas de água, sendo de destacar uma intervenção, de maior monta, registada na zona da feira de Santa Comba Dão. 

Dos trabalhos realizados, refira-se, ainda, a colocação de biorolos e de outros filtros naturais, tendo em vista a recuperação de taludes e margens, uma vez que estas estruturas  funcionam como barreiras naturais, impedindo a deposição de sedimentos e de poluentes nos leitos das
ribeira.   A aplicação de estacaria viva de espécies autóctones, para consolidação dos taludes, e a plantação de elementos arbóreos e arbustivos autóctones,constituem outras ações a destacar no âmbito da recuperação dos ecossistemas ribeirinhos.

Recorde-se que esta obra ascendeu um montante global de 105 mil euros,  atribuído pela  Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao Município de Santa Comba Dão, ao abrigo do Fundo Ambiental.


Notícia publicada pelo Municipio de Santa Comba Dão






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